sexta-feira, 24 de outubro de 2014

"Death Proof" (À Prova de Morte) em Escrita

     E cá estamos nós de novo, com mais um filme de Quentin Tarantino. Este filme não é nem de perto o melhor de Tarantino (inclusive o próprio já disse que foi seu pior filme), mas com certeza traz a 'pegada' inconfundível de seus roteiros. Um filme relativamente atual, tem as marcas de seu diretor no que diz respeito aos diálogos bastante contundentes, em que assuntos sórdidos são debatidos de forma bem 'séria', além de ter toda aquela 'semelhança' aos filmes dos anos 70 e 80, e não é pra menos, pois, este filme que é de 2007, faz referências até à um filme de 1971, intitulado "Vanishing Point", no Brasil "Corrida Contra o Destino", dirigido por Richard C. Sarafian (em 1997, o filme ganhou um remake com o mesmo nome, este dirigido por Charles Robert Carner), além disso, "À Prova de Morte" faz parte de um projeto chamado "Grindhouse", (que tinha como objetivo fazer paródia de filmes de terror das décadas de 70 e 80) que contém dois filmes, sendo um deles "Planet Terror" (dirigido por Robert Rodriguez) e o outro, obviamente é "À Prova de Morte", de Tarantino.
     Sobre "Vanishin Point", é sim um bom filme, ele conta a história de um homem que é (espante-se) ex-fuzileiro e herói da Guerra do Vietnã, ex-corredor automobilístico e ex-policial, seu nome é Kowalski (Barry Newman). No filme, Kowalski leva a vida transportando carros para uma oficina, com isso, ele faz uma aposta de que conseguiria levar o carro de Denver, no Colorado, até São Francisco, na Califórina em um dia, isso mesmo UM DIA. Kowalski sai de Denver e começa sua jornada com o carro que ficou muito famoso a partir deste filme, um Dodge Challanger 1970, de cor branca. No caminho muitas coisas acontecem, mas isso é tema para outro artigo, o que nos importa até aqui é entender a sinopse do filme e falar do Dodge Challanger.
     Bem, voltando ao "À Prova de Morte", tudo começa com uma cena típica dos fetiches de Tarantino, pés. Uma garota em casa esperando suas amigas que chegam para buscá-la e então sair dar umas voltas. A cena corta para as três garotas em um carro andando por uma estrada dentro de Austin, uma pequena cidade no Texas. As garotas vem conversando e falando sobre a fama de uma delas, a DJ conhecida como "Jungle Julia", (Sydney Tamiia Poitier, que fez "Crime Verdadeiro" e "Questão de Vida", além de participar de algumas séries como "Grey's Anatomy" e "Private Pratice") e todos os garotos que ela vai poder ganhar com sua fama. Elas resolvem parar em um bar, beber umas margaritas (drink mexicando baseado em tequila) e pegar no pé de Julia (não de forma literal, ok? É bom pontuar porque trantando-se de Tarantino, né...). O que elas não perceberam é que tinha um carro que as estava seguindo (por sinal um lindo carro, um Chevrolet Nova, de cor preta), apenas uma das garotas, Arlene (Vanessa Ferlito, que fez filmes como "A Última Noite", "Julie & Julia", "Amigos Inseparáveis" e "Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme", também participou de séries como "CSI: New York" e "Graceland"), vê o carro na porta do bar, antes de entrar e que ao perceber o olhar da garota em sua direção, arranca rapidamente do local. Horas depois, ao anoitecer, as garotas saem do bar e vão para um outro bar, sem perceber que estão novamente sendo seguidas (e observadas o tempo todo). Até aí o espectador não entende exatamente qual é a intenção do observador, o que dá uma certa aflição mas ao mesmo tempo faz querer saber o que vem em seguida, mantendo a atenção de quem assiste. Em outro bar, as garotas param e lá se encontram com outras pessoas, amigos e alguns rapazes que estão por lá. Paralelamente, aparece um diálogo mostrando um homem com uma cicatriz no rosto, no balcão comendo e bebendo água, então uma garota no balcão pergunta para o barman se ele conhece alguém que pudesse lhe dar uma carona até em casa, neste momento o homem da cicatriz se oferece, dizendo que está disponível. A garota, chamada Pam (Rose McGowan, que fez filmes como "Pânico" 1 e 2, "Planeta Terror" e "Conan, O Bárbaro", além de participar de séries como "Charmed" e "Once Upon A Time"), se surpreende e resolve puxar conversa com o homem gentil que lhe ofereceu carona, ao se apresentar, ele diz seu nome, Stuntman Mike (Stuntman em uma tradução livre para o português, significa 'dublê'), porém Pam fica o questionando sobre seu 'verdadeiro nome', até que o barman confirma que ele realmente se chama 'Dublê Mike' (que é interpretado por ninguém mais, ninguém menos que Kurt Russel, precisa dar referências? Ok, ele foi 'Elvis Presley' em "Elvis" de 1979, além disso fez muitos outros filmes como "Carros Usados", "O Cão e a Raposa", "Fuga de Nova York", "O Enigma do Outro Mundo", "Tango e Cash - Os Vingadores", "3000 Milhas pro Inferno", "Poseidon" e além disso já saíram suas primeiras imagens em "Velozes e Furiosos 7"). Conversas vão e vem, tanto no balcão, quanto na mesa das garotas, o filme se dirige para o exterior do bar, para onde as garotas vão e resolvem ficar. Logo em seguida, Mike vai até o lado de fora e declama um poema à Arlene e com um curto bate-papo ela dança para ele dentro do bar, protagonizando uma cena muito bacana e sexy, com certeza uma das mais marcantes do filme. Um tempo depois, as garotas resolvem ir embora, Mike também, levando Pam de carona, que ao chegar no carro se surpreende, dizendo achá-lo assustador. Mike mostra o carro por dentro, explica que o carro é totalmente À PROVA DE MORTE, que é um carro feito para dublês e ele, como um dublê de profissão (sim, a genialidade satírica de Tarantino deu para DUBLÊ MIKE a profissão de ... Dublê), tinha um carro especial, feito para cenas de ação, capotamentos, batidas, etc, ou seja, um carro todo preparado para enfrentar qualquer tipo de cena pesada em filmes antigos e que garantia a segurança do piloto. Ao ver o a direção que toma o carro das garotas, Mike segue o mesmo rumo, Pam estranha e pede para ele ir para o outro lado, entre diálogos, Mike acaba matando Pam dentro do carro, apenas com manobras que a faziam bater a cabeça nas estruturas do carro, deixando claro ai, que o carro é à prova de morte apenas para quem está do lado do motorista. Em alta velocidade, Mike passa as garotas e lá na frente dá meia volta, apaga os faróis e retorna com toda a velocidade contra elas que não tem nem chance de reagir. Aqui está uma cena muito marcante do filme. Tarantino, com seu gosto por filmes à moda antiga, realmente faz uma colisão entre os carros, mostrando-a em vários ângulos. Primeiro ela acontece em um ângulo, depois volta e acontece em outro, depois em outro e para além disso, mostra como cada uma das pessoas de dentro do carro das garotas sofre as consequências da colisão. 
     O filme corta para o hospital, horas depois do incidente, onde Mike está internado com alguns pequenos arranhões. Enquanto isso, o xerife da cidade e seu filho caminham no corredor falando da suspeita de que o ocorrido poderia ter sido intencional por parte de Mike, cogitando a possibilidade de ele ser uma espécie de 'Serial Killer', pois, ele destaca que não é a primeira vez que isso ocorre, mas que não há como incriminá-lo, devido às circunstâncias. Fazendo pouco caso, o xerife e seu filho vão embora.
    O filme corta para outro lugar, Lebanon no Tennesse, 14 meses depois, é quase como um recomeço para o filme. A partir daí, tudo recomeça, três garotas (que estão indo buscar uma amiga no aeroporto), Mike discretamente as seguindo, porém, agora ele aparece com um Dodge Charger 1969, com mesma estrutura 'à prova de morte' que era seu Chevy, da primeira parte do filme. Neste trecho, é interessante que há uma pequena parte do filme que fica em preto e branco, durante uma parada em um posto, onde Mike encontra as meninas pela primeira vez no filme, ao final da cena, a cor volta ao normal. Depois daí, elas seguem até um bar, onde Mike as espia do balcão e escuta o motivo delas estarem ali. O motivo é o fato de que esta amiga das garotas, chamada Zoe (interpretada por Zoe Bell, que é dublê e produtora, mas como atriz já vez vários filmes como "Billy Elliot", "Garota Fantástica", "Django Livre", "Oblivion", "João e Maria: Caçadores de Bruxas" e também participou de séries como "Lost", "CSI: Miami" e até "Gossip Girl", que versatilidade hein!), que mora na Nova Zelândia, veio aos EUA por causa de um anúncio de jornal, um anúncio de venda de um Dodge Challanger 1970, de cor branca, é isso aí, o mesmo carro de "Vanishing Point". Zoe deixa claro que não vai comprar o carro, nem tem dinheiro pra isso, mas gostaria de ir vê-lo e pelo menos dirigí-lo um pouco. Chegando no endereço do anúncio, uma fazenda elas conversam sobre como convencer o dono a deixá-las andar no carro, por fim elas conseguem e vão para a estrada com intuito de fazer algo um pouco mais perigoso do que apenas dirigir o carro. Já na estrada elas resolvem fazer algo o que planejavam, algo realmente perigoso, mas muito radical, uma 'brincadeira' chamada "Mastro de Navio" que consiste em uma pessoa dirigir o carro enquanto outra vai de costas, deitada no capô dianteiro do carro, se segurando por cintos amarrados às portas. Como se isso já não fosse o suficiente aparece o dublê Mike para 'completar a festa'. 
     Apesar de ter contado o filme quase inteiro, acredito que o final é algo a ser visto, é surpreendente, porém, é muito ruim. Na verdade é aquela coisa de 'tão ruim que até ficou bom'. Talvez dentro da proposta de Tarantino com a ideia de sátira dos filmes antigos, ele tenha conseguido alcançar seu objetivo neste filme, principalmente com o final, por essas e outras, aconselho que assistam e tirem suas próprias conclusões. 

    Ufa! Foi um longo texto, talvez até detalhado demais, mas se não o fizesse, ficaria vazio e quem sabe não conseguisse expressar a 'essência' do filme. Espero que tenham gostado, espero que assistam o filme, continuem nos acompanhando aqui e comentem o que acharam do filme e do texto. Muito obrigado pela atenção.

Att. S. H.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

"The Artist" (Michel Hazanavicius) em Escrita

     Com seu título em tradução livre no Brasil, "O Artista" é um filme muito interessante e que traz um proposta chamativa para os dias atuais. O filme é quase inteiro mudo e é todo em preto e branco, o que no começo nos faz achá-lo um pouco entediante. O filme de produção francesa fora lançado oficialmente em 2011, no Festival de Cannes e no Brasil em 2012 e, traz no seu elenco Jean Dujardin (que também fez "Os Infiéis" e "O Lobo de Wall Street"), Bérénice Bejo (que atuou em "Coração de Cavaleiro" e "A Datilógrafa"), também o monstro do cinema John Goodman (que fez muitos filmes conhecidos desde "Os Flinstones", e "O Grande Lebowski" até "Speed Racer", "O Vôo", "Argo" e "Se Beber Não Case: Parte III") e também James Cromwell (que faz clássicos como "Impacto Profundo" e "Baby: O porquinho atrapalhado", mas também teve outros trabalhos de peso como "A Espera de Um Milagre", "Eu, Robô", "João Paulo II", "Amor e Inocência" e até mesmo alguns filmes mais 'variados' como  "Golpe Baixo" e "Homem Aranha 3"). Além disso, o filme também ganhou várias indicações à prêmios e levou muitas delas, inclusive o Oscar de melhor filme em 2012, melhor diretor, melhor ator para Jean Dujardin, melhor trilha sonora e melhor figurino. Também levou Globo de Ouro como melhor filme comédia/musical, melhor ator comédia/musical para Jean Dujardin, e melhor trilha sonora, além de melhor ator para Jean Dujardin em 2011 no Festival de Cannes e melhor trilha sonora no European Film Awards, também de 2011.
     O filme conta a história de um grande ator da década de 20, mais precisamente 1927, de Hollywood, chamado George Valentin. George é muito quisto por todos, é simpático, risonho e muito talentoso, tem uma expressão corporal muito boa, faz sapateado e é um grande galã de sua época. No auge do cinema, Valentin faz vários trabalhos e é sempre muito reverenciado por onde passa, todos querem vê-lo, querem estar em sua companhia e ele, é claro, adora o calor da fama e do reconhecimento de seu trabalho. Dentre seus calorosos fãs, está uma garota a princípio muito tímida e admiradora declarada de Valentin, seu nome é Peppy Miller e seu grande sonho é algum dia ser uma grande atriz de cinema e quem sabe até atuar com seu ídolo. Em uma das coletivas de imprensa de George Valentin, Peppy acidentalmente adentra o espaço da entrevista de Valentin e acaba esbarrando nele, causando um pequeno momento de tensão, onde todos a observam até que Valentin começa a gargalhar e a recebe com muita simpatia entendendo o pequeno acidente e sendo mais uma vez o 'cara que todos esperavam'. Peppy, aproveitando a oportunidade desta aparição pública, acaba também chamando a atenção das pessoas, tendo até mesmo uma matéria no jornal contando o ocorrido. Um belo dia, Peppy que se inscrevera para participar como figurante de um dos filmes que tem Valentin como protagonista, acaba encantando o ator em uma pequena cena, o que o faz repetir a tomada várias vezes, para além disso, a atuação da própria Peppy acaba ganhando um pequeno destaque. A partir daí, o filme vai contando a história dos dois, até que uma novidade impacta na vida de ambos, porém, de uma forma bem oposta, essa novidade é o cinema falado. 
     Com o cinema falado chegando, as empresas cinematográficas se vem obrigadas a se adequar às novas tecnologias o mais rápido possível, pois, como são concorrentes, não podem ficar para trás. É então que ao ser questionado por sua produtora sobre os filmes falados, que Valentin desdenha essa novidade, diz que o cinema nunca será tão bom falado quanto ele é mudo e a partir daí as coisas começam a se desenrolar de forma negativamente inesperada para Valentin e positivamente inesperada para Peppy, que como uma nova estrela, se adapta facilmente ao cinema falado e acaba ganhando a luz dos holofotes. 
     A partir daí é interessante cada telespectador assistir o filme e tirar suas próprias conclusões. É um filme legal para se pensar na fama e em como ela influencia na vida de uma pessoa, mas também é interessante a metalinguagem trazida pelo filme, retratando os tempos de mudança no cinema da época em questão. Outro ponto a se destacar é o fato de que muitas das 'falas' dos personagens são puladas nas legendas que aparecem, coisa "de época" mesmo, então é interessante que o telespectador entenda um pouco de inglês e leitura labial, para que possa tentar compreender as falas de forma mais 'completa' por assim dizer. 

    Espero que tenham gostado do artigo, espero que assistam o filme, tirem suas opiniões, compartilhem e comentem aqui no blog, é com certeza um bom filme para momentos mais tranquilos, ou para quem admira o formato do cinema mudo, que apesar de antigo veio nesta proposta mais atual. 


Att. S. H.
     

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"Reservoir Dogs" (Quentin Tarantino) em Escrita

        Com seu título  em português "Cães de Aluguel", com certeza este é um dos melhores (ou o melhor em muitas opiniões) filmes de Tarantino. 
      O filme é de 1992 e conta com um elenco de peso, grandes nomes do cinema, entre eles estão: Harvey Keitel (o querido Mr. Wolf de "Pulp Fiction" e também Elvis de "Um Estranho Chamado Elvis", dentre outros trabalhos), Tim Roth (que também aparece em "Pulp Fiction", já no começo em uma lanchonete, e também ficou famoso com o Dr. Cal Lightman, da série "Lie to Me"), Michael Madsen (atuou de clássicos da década de 90 em diante como "Free Willy" 1 e 2, "007 - Um Novo dia para Morrer", "Kill Bill" 1 e 2, "Sin City - A Cidade do Pecado", além de fazer participações em algumas séries como "CSI: Miami" dentre outros trabalhos), Chris Penn (atuou em "Os Chefões", "A Hora do Rush" e "Cálculo Mortal", dentre outros trabalhos), Steven Buscemi (um monstro do cinema, atua muito bem e tem participação em grandes filmes como "Pulp Fiction", "Dead Man", "Con Air - A Rota da Fuga", "O Grande Lebowski", "O Paizão", "A Herança de Mr. Deeds", "Gente Grande" 1 e 2, e muito mais, além disso, ele também é diretor e dirigiu vários episódios de séries famosas como "Oz" e "The Sopranos"), Edward Bunker (de "Expresso para o Inferno", "Queimando-se Lentamente" e "Golpe Baixo", dentre outros trabalhos), Lawrence Bender (que sim, atuou em alguns filmes como "Pulp Fiction" e "Um Drink no Inferno", mas que tem como função principal a produção, sendo produtor do próprio "Cães de Aluguel" e ainda "Pulp Fiction", "Grande Hotel", "Um Drink no Inferno" 1,2 e 3, "Jackie Brown", "Kill Bill" 1 e 2 e ainda "Bastardos Inglórios") e por fim, temos no elenco o próprio Trantino (que atuou em quase todos os seus próprios filmes e participou de alguns outros como "Little Nick, Um diabo diferente").
     Depois dessa farta lista de atores, vamos ao filme. Tudo começa com um dos clássicos diálogos daqueles que só o Tarantino sabe fazer, aquelas discussões fúteis que marcavam muito filmes dos anos 80, principalmente. Nesta cena inicial, se vê quase todos os personagens do filme conversando sobre o significado real da música "Like a Virgin" da Madonna, e assim, o telespectador vai se familiarizando com os rostos e um pouco da personalidade dos personagens. Logo depois desta cena vem então, a abertura do filme e aí realmente embarcaremos na história.
     O filme  conta a história de uma gangue de homens que trabalha fazendo roubos e 'serviços' sujos para um magnata que os reunira, Joe Cabot. A única coisa em comum entre esses homens era que todos eles conheciam o seu contratante e nada mais. Sendo selecionados para um roubo de diamantes em uma joalheria, eles se conhecem e são orientados a não falar seus verdadeiros nomes uns aos outros e mais nenhuma informação pessoal, pois, assim não poderiam haver traidores e também não haveriam riscos de acabarem se encontrando no futuro, por isso foram designados com nomes de cores como 'Mr. White', 'Mr. Blue', 'Mr. Orange', 'Mr. Pink', 'Mr. Brown' e 'Mr Blonde'. Tudo parece estar indo bem com o plano, até que algo inesperado ocorre no assalto à joalheria, com isso, os homens de Joe Cabot, que estão sob a supervisão de seu filho Eddie Cabot, tem de tomar outro rumo. Com o decorrer dos fatos e a suspeita de um traidor entre eles, o filme vai mostrando a história de cada um dos homens reunidos por Cabot e como eles chegaram até ali, revelando dados aos telespectadores e fazendo uma ligação interessante entre presente e passado. O filme todo parece acontecer em alta adrenalina, pois, o telespectador fica sempre querendo saber o que vai acontecer no minuto posterior, além de não saber 'pesar' entre os personagens se há mocinhos e/ou vilões, trazendo assim interesse do início ao final do filme. 

     Este é um filme excelente, foi o filme de estréia da carreira de Quantin Tarantino, que o produziu com apenas 1 milhão e meio de dólares, provando que mesmo com baixo orçamento é possível deixar sua marca na história do cinema. Recomendo muito para quem gosta de ação e também de bom enredo, pois, apesar de simples, ele traz uma linearidade muito bem trabalhada com relação entre presente e passado, trabalho bem interessante em todos os aspectos. 

     Espero que assistam e gostem do filme, é com certeza um bom filme para assistir com os amigos, então comentem, divulguem e continuem acompanhando o blog, muito obrigado pela atenção.


Att. S. H.

"Hollywood Ending" (Woody Allen) em Escrita

         Este filme é com certeza uma coisa inusitada e mostra mais um pouco da genialidade do nosso querido Woody Allen. 
       Seu título no Brasil é 'Dirigindo no Escuro', confesso que quando estava pesquisando sobre o caro W. Allen, buscando filmes que eu ainda não tinha visto dele, fiquei pensando qual era a ligação do título original, em inglês, com o título em português, isso de fato fez com que eu me interessasse mais ainda em vê-lo, foi então que fez sentido. O Filme conta a história de um grande diretor (interpretado pelo próprio Allen), que está em uma fase de suposta 'decadência', pois, seu último grande trabalho realizado para as telonas já havia sido feito há anos e, desde então, nada de novo que agradasse o diretor havia aparecido. Com isso, o tempo fora passando e este diretor, chamado Val Waxman, fora ficando sem trabalho e acabara tendo que aceitar trabalhos secundários, por assim dizer, como comerciais para TV. Um belo dia seu empresário e amigo lhe faz uma ligação dizendo que há um grande roteiro e que os produtores o chamaram para dirigir, empolgado com a situação, Val vai direto ao escritório de seu empresário, porém, o que ele não sabia era que a empresa cinematográfica que o queria era a empresa de sua ex-mulher e o atual marido dela. Idas e vindas às euforias de Val, ele por fim é convencido a aceitar o trabalho, porém, como era muito preocupado e até mesmo surtado com algumas coisas (sendo chamado por sua ex-mulher de hipocondríaco), acaba perdendo a visão sem explicação e, com isso, tinha certeza que perderia o seu emprego, mas não foi o que aconteceu. Com uma "tática" apresentada por seu empresário, Val finge para todos que nada aconteceu e continua a direção do filme. 
        A partir daí, aconselho que assistam o filme para saber o que acontece. Não é exatamente o melhor filme de Woody Allen, mas é um filme divertido para se assistir quando não se tem nada em vista, além disso, por ser um filme de 2002, mostra como a trajetória genial de Allen continua nos impressionando ao trazer coisas inéditas e interessantes para o cinema. 


       Um bom filme, um ótimo diretor, o que mais impressiona é aquele jeito despojado e natural de interpretar que Woody Allen traz em seu personagem, pois, atuar fingindo qualquer tipo de delimitação física não é fácil, ainda mais a ausência de visão, pois, saber que vai esbarrar em algo e fingir tropeços e quedas com a naturalidade de alguém que realmente não está vendo, não facilita em nada. Outro fato interessante é ver Woody interpretando um personagem que é diretor de cinema, o que nos traz uma metalinguagem cinematográfica, mostrando como é por trás das câmeras, como um filme é preparado e como os cenários são montados, ou seja, um filme falando de 'filmes'. 
         Espero que  tenham gostado do texto e da dica de filme, assistam e comentem  suas opiniões aqui, muito obrigado.




Att. S. H.