E cá estamos nós de novo, com mais um filme de Quentin Tarantino. Este
filme não é nem de perto o melhor de Tarantino (inclusive o próprio já disse
que foi seu pior filme), mas com certeza traz a 'pegada' inconfundível de seus
roteiros. Um filme relativamente atual, tem as marcas de seu diretor no que diz
respeito aos diálogos bastante contundentes, em que assuntos sórdidos são
debatidos de forma bem 'séria', além de ter toda aquela 'semelhança' aos filmes
dos anos 70 e 80, e não é pra menos, pois, este filme que é de 2007, faz
referências até à um filme de 1971, intitulado "Vanishing Point", no
Brasil "Corrida Contra o Destino", dirigido por Richard C. Sarafian
(em 1997, o filme ganhou um remake com o mesmo nome, este dirigido por Charles
Robert Carner), além disso, "À Prova de Morte" faz parte de um
projeto chamado "Grindhouse", (que tinha como objetivo fazer paródia
de filmes de terror das décadas de 70 e 80) que contém dois filmes, sendo um
deles "Planet Terror" (dirigido por Robert Rodriguez) e o outro,
obviamente é "À Prova de Morte", de Tarantino.
Sobre "Vanishin Point", é sim um bom filme, ele conta a história de um homem que é (espante-se) ex-fuzileiro e herói da Guerra do Vietnã, ex-corredor automobilístico e ex-policial, seu nome é Kowalski (Barry Newman). No filme, Kowalski leva a vida transportando carros para uma oficina, com isso, ele faz uma aposta de que conseguiria levar o carro de Denver, no Colorado, até São Francisco, na Califórina em um dia, isso mesmo UM DIA. Kowalski sai de Denver e começa sua jornada com o carro que ficou muito famoso a partir deste filme, um Dodge Challanger 1970, de cor branca. No caminho muitas coisas acontecem, mas isso é tema para outro artigo, o que nos importa até aqui é entender a sinopse do filme e falar do Dodge Challanger.
Sobre "Vanishin Point", é sim um bom filme, ele conta a história de um homem que é (espante-se) ex-fuzileiro e herói da Guerra do Vietnã, ex-corredor automobilístico e ex-policial, seu nome é Kowalski (Barry Newman). No filme, Kowalski leva a vida transportando carros para uma oficina, com isso, ele faz uma aposta de que conseguiria levar o carro de Denver, no Colorado, até São Francisco, na Califórina em um dia, isso mesmo UM DIA. Kowalski sai de Denver e começa sua jornada com o carro que ficou muito famoso a partir deste filme, um Dodge Challanger 1970, de cor branca. No caminho muitas coisas acontecem, mas isso é tema para outro artigo, o que nos importa até aqui é entender a sinopse do filme e falar do Dodge Challanger.
Bem, voltando ao "À Prova de
Morte", tudo começa com uma cena típica dos fetiches de Tarantino, pés.
Uma garota em casa esperando suas amigas que chegam para buscá-la e então sair
dar umas voltas. A cena corta para as três garotas em um carro andando por uma
estrada dentro de Austin, uma pequena cidade no Texas. As garotas vem
conversando e falando sobre a fama de uma delas, a DJ conhecida como
"Jungle Julia", (Sydney Tamiia Poitier, que fez "Crime
Verdadeiro" e "Questão de Vida", além de participar de algumas
séries como "Grey's Anatomy" e "Private Pratice") e todos
os garotos que ela vai poder ganhar com sua fama. Elas resolvem parar em um
bar, beber umas margaritas (drink mexicando baseado em tequila) e pegar no pé
de Julia (não de forma literal, ok? É bom pontuar porque trantando-se de
Tarantino, né...). O que elas não perceberam é que tinha um carro que as estava
seguindo (por sinal um lindo carro, um Chevrolet Nova, de cor preta),
apenas uma das garotas, Arlene (Vanessa Ferlito, que fez filmes como "A
Última Noite", "Julie & Julia", "Amigos
Inseparáveis" e "Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme", também
participou de séries como "CSI: New York" e "Graceland"), vê
o carro na porta do bar, antes de entrar e que ao perceber o olhar da garota em
sua direção, arranca rapidamente do local. Horas depois, ao anoitecer, as
garotas saem do bar e vão para um outro bar, sem perceber que estão novamente
sendo seguidas (e observadas o tempo todo). Até aí o espectador não entende
exatamente qual é a intenção do observador, o que dá uma certa aflição mas ao
mesmo tempo faz querer saber o que vem em seguida, mantendo a atenção de quem
assiste. Em outro bar, as garotas param e lá se encontram com outras pessoas,
amigos e alguns rapazes que estão por lá. Paralelamente, aparece um diálogo
mostrando um homem com uma cicatriz no rosto, no balcão comendo e bebendo água,
então uma garota no balcão pergunta para o barman se ele conhece alguém que
pudesse lhe dar uma carona até em casa, neste momento o homem da cicatriz se
oferece, dizendo que está disponível. A garota, chamada Pam (Rose McGowan, que
fez filmes como "Pânico" 1 e 2, "Planeta Terror" e
"Conan, O Bárbaro", além de participar de séries como
"Charmed" e "Once Upon A Time"), se surpreende e resolve
puxar conversa com o homem gentil que lhe ofereceu carona, ao se apresentar,
ele diz seu nome, Stuntman Mike (Stuntman em uma tradução livre para o
português, significa 'dublê'), porém Pam fica o questionando sobre seu
'verdadeiro nome', até que o barman confirma que ele realmente se chama 'Dublê
Mike' (que é interpretado por ninguém mais, ninguém menos que Kurt Russel,
precisa dar referências? Ok, ele foi 'Elvis Presley' em "Elvis" de
1979, além disso fez muitos outros filmes como "Carros Usados",
"O Cão e a Raposa", "Fuga de Nova York", "O Enigma do
Outro Mundo", "Tango e Cash - Os Vingadores", "3000 Milhas
pro Inferno", "Poseidon" e além disso já saíram suas primeiras
imagens em "Velozes e Furiosos 7"). Conversas vão e vem, tanto no
balcão, quanto na mesa das garotas, o filme se dirige para o exterior do bar,
para onde as garotas vão e resolvem ficar. Logo em seguida, Mike vai até o lado
de fora e declama um poema à Arlene e com um curto bate-papo ela dança para ele
dentro do bar, protagonizando uma cena muito bacana e sexy, com certeza uma das
mais marcantes do filme. Um tempo depois, as garotas resolvem ir embora, Mike
também, levando Pam de carona, que ao chegar no carro se surpreende, dizendo
achá-lo assustador. Mike mostra o carro por dentro, explica que o carro é
totalmente À PROVA DE MORTE, que é um carro feito para dublês e ele, como um
dublê de profissão (sim, a genialidade satírica de Tarantino deu para DUBLÊ
MIKE a profissão de ... Dublê), tinha um carro especial, feito para cenas de
ação, capotamentos, batidas, etc, ou seja, um carro todo preparado para
enfrentar qualquer tipo de cena pesada em filmes antigos e que garantia a
segurança do piloto. Ao ver o a direção que toma o carro das garotas, Mike
segue o mesmo rumo, Pam estranha e pede para ele ir para o outro lado, entre
diálogos, Mike acaba matando Pam dentro do carro, apenas com manobras que a
faziam bater a cabeça nas estruturas do carro, deixando claro ai, que o carro é
à prova de morte apenas para quem está do lado do motorista. Em alta
velocidade, Mike passa as garotas e lá na frente dá meia volta, apaga os faróis
e retorna com toda a velocidade contra elas que não tem nem chance de reagir.
Aqui está uma cena muito marcante do filme. Tarantino, com seu gosto por filmes
à moda antiga, realmente faz uma colisão entre os carros, mostrando-a em vários
ângulos. Primeiro ela acontece em um ângulo, depois volta e acontece em outro,
depois em outro e para além disso, mostra como cada uma das pessoas de dentro
do carro das garotas sofre as consequências da colisão.
O filme corta para o hospital, horas
depois do incidente, onde Mike está internado com alguns pequenos arranhões.
Enquanto isso, o xerife da cidade e seu filho caminham no corredor falando da
suspeita de que o ocorrido poderia ter sido intencional por parte de Mike,
cogitando a possibilidade de ele ser uma espécie de 'Serial Killer', pois, ele
destaca que não é a primeira vez que isso ocorre, mas que não há como
incriminá-lo, devido às circunstâncias. Fazendo pouco caso, o xerife e seu
filho vão embora.
O filme corta para outro lugar, Lebanon no
Tennesse, 14 meses depois, é quase como um recomeço para o filme. A partir daí,
tudo recomeça, três garotas (que estão indo buscar uma amiga no aeroporto),
Mike discretamente as seguindo, porém, agora ele aparece com um Dodge Charger
1969, com mesma estrutura 'à prova de morte' que era seu Chevy, da primeira
parte do filme. Neste trecho, é interessante que há uma pequena parte do filme
que fica em preto e branco, durante uma parada em um posto, onde Mike encontra
as meninas pela primeira vez no filme, ao final da cena, a cor volta ao normal.
Depois daí, elas seguem até um bar, onde Mike as espia do balcão e escuta o
motivo delas estarem ali. O motivo é o fato de que esta amiga das garotas,
chamada Zoe (interpretada por Zoe Bell, que é dublê e produtora, mas como atriz
já vez vários filmes como "Billy Elliot", "Garota
Fantástica", "Django Livre", "Oblivion", "João e
Maria: Caçadores de Bruxas" e também participou de séries como
"Lost", "CSI: Miami" e até "Gossip Girl", que
versatilidade hein!), que mora na Nova Zelândia, veio aos EUA por causa de um
anúncio de jornal, um anúncio de venda de um Dodge Challanger 1970, de cor
branca, é isso aí, o mesmo carro de "Vanishing Point". Zoe deixa claro
que não vai comprar o carro, nem tem dinheiro pra isso, mas gostaria de ir
vê-lo e pelo menos dirigí-lo um pouco. Chegando no endereço do anúncio, uma
fazenda elas conversam sobre como convencer o dono a deixá-las andar no carro,
por fim elas conseguem e vão para a estrada com intuito de fazer algo um pouco
mais perigoso do que apenas dirigir o carro. Já na estrada elas resolvem fazer
algo o que planejavam, algo realmente perigoso, mas muito radical, uma
'brincadeira' chamada "Mastro de Navio" que consiste em uma pessoa
dirigir o carro enquanto outra vai de costas, deitada no capô dianteiro do
carro, se segurando por cintos amarrados às portas. Como se isso já não fosse o
suficiente aparece o dublê Mike para 'completar a festa'.
Apesar de ter contado o filme quase
inteiro, acredito que o final é algo a ser visto, é surpreendente, porém, é
muito ruim. Na verdade é aquela coisa de 'tão ruim que até ficou bom'. Talvez
dentro da proposta de Tarantino com a ideia de sátira dos filmes antigos, ele
tenha conseguido alcançar seu objetivo neste filme, principalmente com o final,
por essas e outras, aconselho que assistam e tirem suas próprias
conclusões.
Ufa! Foi um longo texto, talvez até detalhado demais, mas se não o fizesse, ficaria vazio e quem sabe não conseguisse expressar a 'essência' do filme. Espero que tenham gostado, espero que assistam o filme, continuem nos acompanhando aqui e comentem o que acharam do filme e do texto. Muito obrigado pela atenção.
Att. S. H.
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