quinta-feira, 23 de outubro de 2014

"The Artist" (Michel Hazanavicius) em Escrita

     Com seu título em tradução livre no Brasil, "O Artista" é um filme muito interessante e que traz um proposta chamativa para os dias atuais. O filme é quase inteiro mudo e é todo em preto e branco, o que no começo nos faz achá-lo um pouco entediante. O filme de produção francesa fora lançado oficialmente em 2011, no Festival de Cannes e no Brasil em 2012 e, traz no seu elenco Jean Dujardin (que também fez "Os Infiéis" e "O Lobo de Wall Street"), Bérénice Bejo (que atuou em "Coração de Cavaleiro" e "A Datilógrafa"), também o monstro do cinema John Goodman (que fez muitos filmes conhecidos desde "Os Flinstones", e "O Grande Lebowski" até "Speed Racer", "O Vôo", "Argo" e "Se Beber Não Case: Parte III") e também James Cromwell (que faz clássicos como "Impacto Profundo" e "Baby: O porquinho atrapalhado", mas também teve outros trabalhos de peso como "A Espera de Um Milagre", "Eu, Robô", "João Paulo II", "Amor e Inocência" e até mesmo alguns filmes mais 'variados' como  "Golpe Baixo" e "Homem Aranha 3"). Além disso, o filme também ganhou várias indicações à prêmios e levou muitas delas, inclusive o Oscar de melhor filme em 2012, melhor diretor, melhor ator para Jean Dujardin, melhor trilha sonora e melhor figurino. Também levou Globo de Ouro como melhor filme comédia/musical, melhor ator comédia/musical para Jean Dujardin, e melhor trilha sonora, além de melhor ator para Jean Dujardin em 2011 no Festival de Cannes e melhor trilha sonora no European Film Awards, também de 2011.
     O filme conta a história de um grande ator da década de 20, mais precisamente 1927, de Hollywood, chamado George Valentin. George é muito quisto por todos, é simpático, risonho e muito talentoso, tem uma expressão corporal muito boa, faz sapateado e é um grande galã de sua época. No auge do cinema, Valentin faz vários trabalhos e é sempre muito reverenciado por onde passa, todos querem vê-lo, querem estar em sua companhia e ele, é claro, adora o calor da fama e do reconhecimento de seu trabalho. Dentre seus calorosos fãs, está uma garota a princípio muito tímida e admiradora declarada de Valentin, seu nome é Peppy Miller e seu grande sonho é algum dia ser uma grande atriz de cinema e quem sabe até atuar com seu ídolo. Em uma das coletivas de imprensa de George Valentin, Peppy acidentalmente adentra o espaço da entrevista de Valentin e acaba esbarrando nele, causando um pequeno momento de tensão, onde todos a observam até que Valentin começa a gargalhar e a recebe com muita simpatia entendendo o pequeno acidente e sendo mais uma vez o 'cara que todos esperavam'. Peppy, aproveitando a oportunidade desta aparição pública, acaba também chamando a atenção das pessoas, tendo até mesmo uma matéria no jornal contando o ocorrido. Um belo dia, Peppy que se inscrevera para participar como figurante de um dos filmes que tem Valentin como protagonista, acaba encantando o ator em uma pequena cena, o que o faz repetir a tomada várias vezes, para além disso, a atuação da própria Peppy acaba ganhando um pequeno destaque. A partir daí, o filme vai contando a história dos dois, até que uma novidade impacta na vida de ambos, porém, de uma forma bem oposta, essa novidade é o cinema falado. 
     Com o cinema falado chegando, as empresas cinematográficas se vem obrigadas a se adequar às novas tecnologias o mais rápido possível, pois, como são concorrentes, não podem ficar para trás. É então que ao ser questionado por sua produtora sobre os filmes falados, que Valentin desdenha essa novidade, diz que o cinema nunca será tão bom falado quanto ele é mudo e a partir daí as coisas começam a se desenrolar de forma negativamente inesperada para Valentin e positivamente inesperada para Peppy, que como uma nova estrela, se adapta facilmente ao cinema falado e acaba ganhando a luz dos holofotes. 
     A partir daí é interessante cada telespectador assistir o filme e tirar suas próprias conclusões. É um filme legal para se pensar na fama e em como ela influencia na vida de uma pessoa, mas também é interessante a metalinguagem trazida pelo filme, retratando os tempos de mudança no cinema da época em questão. Outro ponto a se destacar é o fato de que muitas das 'falas' dos personagens são puladas nas legendas que aparecem, coisa "de época" mesmo, então é interessante que o telespectador entenda um pouco de inglês e leitura labial, para que possa tentar compreender as falas de forma mais 'completa' por assim dizer. 

    Espero que tenham gostado do artigo, espero que assistam o filme, tirem suas opiniões, compartilhem e comentem aqui no blog, é com certeza um bom filme para momentos mais tranquilos, ou para quem admira o formato do cinema mudo, que apesar de antigo veio nesta proposta mais atual. 


Att. S. H.
     

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